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O que é e como funciona a posturologia?

O que é e como funciona a posturologia?

Você sabia que muitas das dores no corpo podem ser tratadas com mudanças na postura? Mudar os estados corporais não é tarefa fácil, porém, existe uma especialidade que se dedica exclusivamente ao estudo dos impactos da postura para a saúde e sobre os meios de se adaptar a diferentes posições: a posturologia.

Conheça esta especialidade no texto, a seguir.

O que é posturologia?

Desenvolvida pelo cirurgião ortopedista francês Bernard Bricot, a posturologia visa compreender a relação entre a postura e determinadas doenças crônicas. Para isso, a posturologia estuda o sistema tônico postural pela análise de cinco captores: olhos, pés, ouvido interno, propriocepção e viscerocepção.

Esses receptores sensoriais, quando desregulados, geram perturbações estáticas e dinâmicas. Ou seja, o que chamamos de desequilíbrios posturais. Tais distúrbios contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas, como dores ciáticas, artrose na coluna vertebral, bursites, dores nos pés, tendinites, cefaleias, vertigens e diversas outras patologias.

Os principais objetivos desta especialidade são a análise dos desequilíbrios posturais, além da avaliação das diferentes entradas sensoriais e correções necessárias.

Como é o diagnóstico na posturologia?

Ao olhar para os olhos, dentes, pele e pés, é possível diagnosticar alterações posturais responsáveis por desequilíbrios no corpo. Por exemplo, nos olhos é possível verificar que um pequeno desequilíbrio pode causar grandes consequências na cabeça, até os pés. Esses captores citados normalmente são os que se desregulam com maior facilidade.

Os pés acabam se adequando aos desequilíbrios posturais, porém, essa adaptação traz diversos problemas ao corpo, como cifoses, hiperlordoses, escolioses, bloqueio da cervical e do quadril, dentre outros distúrbios. Elas provém de assimetrias das cadeias musculares, desenvolvidas pelas rotações e inclinações, que prejudicam o corpo.  

Com o diagnóstico da posturologia, é possível identificar as causas dos sintomas relatados pelo paciente, além de traçar planos terapêuticos para as alterações.

Como é o tratamento?

Cada caso exige um tratamento específico.Para o captor dos pés, normalmente, é receitada ao paciente uma palmilha especial, desenvolvida de forma personalizada. Um microprocessador com pequenos relevos corrigem as cadeias musculares dos pés.

A palmilha trabalha de maneira muito simples, com a retropropulsão e propulsão dos ombros. Assim, a postura vai sendo corrigida.

Já no captor dos olhos, existem três técnicas que podem ser utilizadas de maneira separada ou complementar. Uma delas envolve o uso de magnetismo para alterar a tensão do músculo ocular. O outro método consiste no uso de colírio, que dará acomodação aos olhos. Por último, a correção dos músculos oculares, com o uso de exercícios específicos.

O equilíbrio facial também pode ser corrigido com a posturologia, em parceria com odontologistas.

Cada caso tem seu próprio tempo de ação pela posturologia para que os resultados sejam alcançados. Normalmente, o tratamento varia entre 12 a 18 meses.

Procure um fisioterapeuta experiente e qualificado em posturologia, para te ajudar no tratamento de dores causadas pela má postura.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em Belo Horizonte!

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O que comer no pós-treino?

O que comer no pós-treino?

A alimentação interfere diretamente no organismo, quando se deseja atingir um objetivo estético, seja emagrecer ou definir os músculos. Isso acontece porque os alimentos exercem forte influência, pois são capazes de nutrir, dar energia e fornecer vitaminas para reestruturação e regeneração muscular. Além disso, eles são capazes de combater substâncias nocivas para o corpo. Neste sentido, iremos esclarecer a importância da alimentação pós-treino para a obtenção de resultados positivos nas suas atividades físicas.

Esperamos ajudá-lo, já que muitas pessoas ainda não conhecem a grande importância de se comer corretamente antes e depois da academia.

Alimentação no pós-treino

É imprescindível ingerir alimentos ricos em proteínas, pois elas regeneram os músculos e as fibras musculares, auxiliando na recuperação e no ganho de massa magra. Isso é o que todos buscam, não é mesmo?

A ingestão de carboidratos também é importante, pois auxilia na produção de glicogênio muscular e previne a utilização da proteína como fonte de energia, o que pode causar a perda da massa muscular adquirida com os treinos.

Saiba que aquela história de que não se pode ingerir carboidratos é mito. A ingestão de carboidratos é importante para o processo de ganho muscular, no entanto, deve-se optar por carboidratos bons e de alta complexidade.

Confira os alimentos que podem ser consumidos no pós-treino:

  • ovos cozidos com arroz integral: fonte de proteína e carboidratos;
  • frango grelhado e banana de sobremesa: fonte de proteína e carboidrato;
  • peixes com suco de laranja.

Além dessas combinações, também é importante adicionar os seguintes itens à sua lista:

  • iogurte desnatado;
  • queijo branco;
  • castanha do Pará;
  • castanha de caju;
  • feijão;
  • lentilha;
  • grão-de-bico;
  • mamão.

Gorduras boas, como a pasta de amendoim, também podem ser consumidas no pós-treino, com o objetivo de recuperação muscular. Elas conseguem ajudar tanto no ganho de massa magra, quanto no emagrecimento.

Outras opções de gorduras boas são os peixes, abacate, azeite de oliva extra-virgem, óleo de coco, castanhas, dentre outros alimentos.

A gordura também ajuda a devolver a energia para a célula, assim como o carboidrato, favorecendo a eficácia da proteína, que pode trabalhar corretamente na regeneração muscular.

A importância da hidratação

É importante que a hidratação seja parte do seu dia a dia antes, durante e depois do treino. Durante o treino, perde-se muito líquido e sais minerais. É importante repor esses elementos ao organismo para que não haja desidratação.

Para que você saiba exatamente o que comer, e de acordo com as suas necessidades, é essencial buscar a ajuda de um nutricionista. O profissional é capacitado na elaboração de dietas que respeitem as necessidades e objetivos de cada indivíduo.

O nosso organismo é uma caixinha de surpresas. Portanto, deve-se tomar cuidado ao ingerir alimentos pelos quais não estamos acostumados. Por isso, é necessário ter as orientações de um especialista, inclusive sobre as melhores opções de alimentos para o seu pós-treino.

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8 benefícios do pilates para o corpo

8 benefícios do pilates para o corpo

Como sabemos, atividade física é fundamental para a manutenção do bem-estar físico e mental, para o pleno funcionamento de nosso organismo e para que possamos driblar inúmeros problemas do cotidiano, como o estresse e a ansiedade.15

Este artigo falará um pouco sobre os benefícios que a prática do pilates pode trazer aos seus praticantes. Se você está em busca de um exercício que é, ao mesmo tempo, eficaz e respeitoso para com as limitações de cada corpo, não pode deixar de ler este texto. Confira!

1. Aumento da concentração

Uma vez que os exercícios são feitos com finalidades específicas e exigem do aluno uma determinada postura, aliada a controle e precisão, a tendência é que, com o passar dos dias, as pessoas comecem a levar esse estado de atenção para outras áreas de suas vidas.

Assim, quem pratica essa atividade consegue ficar focado por mais tempo e pode perceber benefícios também na área profissional;

2. Aumento da resistência física e da força, além de tonificação muscular

Embora respeitem idade, estado e limitações individuais, os exercícios dessa técnica promovem intensa movimentação muscular, além de auxiliarem no fortalecimento das articulações.

3. Aumento do relaxamento

Essa não é uma prática “afobada”, por assim dizer. Embora exija grande entrega, força e foco por parte do aluno, o pilates não promove estados de euforia intensa, como é o caso de atividades físicas como lutas ou treinamento funcional. Assim, é útil para quem precisa sair da frequência cotidiana.

4. Ajuda no controle do peso

Sozinho, ele não é capaz de promover grandes modificações no peso corporal, é verdade, mas aliado a uma boa dieta e alguns exercícios aeróbicos, o pilates pode auxiliar os que querem perder peso. Se o objetivo é apenas manter a forma, ele ajuda bastante e ainda promove tonificação dos músculos dos braços, pernas e abdômen.

5. Corrige vícios posturais e elimina dores

Após algumas aulas, é comum que alunos que sentiram dores nas costas e na região do pescoço percebam melhora significativa. Para além disso, a prática regular do pilates ajuda a corrigir vícios de postura e ensina novas maneiras de se relacionar com o corpo e com o espaço.

6. Expande a consciência corporal

Esse é um benefício de todas as atividades físicas, mas esta técnica é particularmente boa. Por explorar posições e possibilidades do corpo, ela permite que o indivíduo entenda melhor o que sente, consiga se desafiar aos poucos e, com o tempo, supere as suas próprias percepções acerca do que é capaz de fazer.

7. Melhora a respiração

Os exercícios são voltados para a percepção do corpo, como já comentamos, e isso inclui também compreender qual é o papel da respiração na rotina de exercícios.

8. Trabalha o equilíbrio

Algumas posições exigem que as pessoas mantenham-se alinhadas com o seu centro, que sustentem o corpo em determinado ângulo ou que posicionem os braços em uma direção específica. Após algumas aulas, as noções espaciais dos alunos melhoram significativamente, assim como o equilíbrio.

Todos esses benefícios podem ser comprovados depois de algumas semanas de aula. Além de ser bastante inclusiva, essa atividade é capaz de prover resultados de forma bastante rápida.

 

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O que é pilates e quando é indicado

O que é pilates e quando é indicado

O pilates é um tipo de atividade física que ficou bastante conhecido nos últimos anos — não por acaso! Essa prática incrível é capaz de auxiliar na flexibilidade, de turbinar a força muscular e de promover uma série de melhorias no corpo.

Se você chegou aqui, é por que tem interesse em saber como funciona esse exercício e quais são as suas recomendações. Então continue a leitura!

Como surgiu essa atividade física?

O conjunto de exercícios que veio a se tornar a técnica foi criado por um alemão, cujo nome, inclusive, batizou toda a prática.

Por volta dos anos 1920, Joseph Pilates pesquisou maneiras de criar exercícios que pudessem auxiliar pessoas em diversas condições físicas, mesmo aquelas que estavam acamadas ou possuíam limitações de espaço e movimentação.

O resultado disso foi a elaboração de posições que podem ser feitas com equipamentos próprios e também com o auxílio do peso corporal do participante, que também conta com a possibilidade de utilizar pesos, bolas e outros itens para cuidar de sua saúde.

Principais indicações do pilates

Por fortalecer o corpo como um todo, colaborar para a cura de lesões, auxiliar o sistema imunológico e promover bem-estar, flexibilidade e diminuição do estresse, o pilates é indicado para diversos quadros clínicos.

Dentre as pessoas que podem ser beneficiadas por ele, estão:

  • indivíduos com problemas posturais de curta ou longa data, que possuem dificuldades para corrigir a postura e sentem dores por conta de posições incorretas;
  • atletas que se machucaram durante a prática esportiva e desejam voltar à ativa, mas precisam fortalecer os músculos e recuperar a capacidade do corpo;
  • mulheres grávidas que gostariam de fortalecer as pernas, diminuir o cansaço e facilitar o processo do parto;
  • mulheres que querem fortalecer o assoalho pélvico, o que pode auxiliar na manutenção da vida sexual, na prevenção de problemas de saúde e também em uma futura gravidez;
  • idosos que desejam recuperar a energia e a vitalidade, dando movimento a articulações que estão paradas. O mesmo vale para sedentários de todas as idades;
  • pessoas nervosas e atarefadas, que possuem uma rotina de trabalho intensa ou estão submetidas a barulho, pressão e metas. Estudantes de faculdade, trabalhadores de escritório, publicitários e médicos, por exemplo, podem se beneficiar da prática, que elimina o estresse e ajuda a domar a ansiedade;
  • indivíduos que desejam perder peso. Embora as aulas de pilates não queimem calorias o suficiente para auxiliar no emagrecimento, o cotidiano de exercícios permite que as pessoas se envolvam em outras atividades, desta vez aeróbicas, e consigam alcançar suas metas.

Todo mundo pode fazer?

Além de tudo, eis um exercício democrático! Ele não possui grandes contraindicações.

Se a pessoa passou recentemente por alguma cirurgia invasiva ou recebeu do médico ordens para não fazer esforço físico, deve evitar esta e outras técnicas até estar totalmente recuperada, é claro.

Fora isso, não há problemas. As posições podem ser feitas por crianças, mulheres, homens, idosos e até mesmo gestantes. Basta escolher um lugar idôneo e um bom instrutor.

A prática de atividade física é fundamental para a longevidade e para a saúde do corpo e da mente — por isso, não abra mão de movimentar-se!

 

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Espondilolistese: sintomas, causas e tratamentos

Espondilolistese: sintomas, causas e tratamentos

A Espondilolistese tem como característica o deslocamento de um corpo vertebral sobre o corpo adjacente. Ao deslizar, a vértebra provoca um desalinhamento na coluna, causado por algum defeito interarticular.

Essa condição é diferente da espondilólise, enquanto a última apresenta somente um desgaste ou fragilização na articulação vertebral, a espondilolistese causa esse deslocamento vertebral, principalmente na região lombar. Ambas podem causar desconforto e dores ao paciente, mas em alguns casos os sintomas ou alteração da curvatura não são perceptíveis, dificultando o diagnóstico.

Uma das funções da coluna vertebral é a sustentação do corpo, permitindo a postura e a locomoção. Dessa forma, uma anomalia ou condição que comprometa a articulação vertebral, interfere na movimentação, na qualidade da flexibilidade e na manutenção do eixo corporal.

Causas e fatores de risco da Espondilolistese

Os tipos da espondilolistese vão depender de qual foi a causa que originou o problema, podendo ser associadas em:

  • Displásica – quando há um defeito de formação;
  • Ístmica – quando o defeito vertebral ocorre por estresse mecânico;
  • Degenerativa – causada sobretudo pelo envelhecimento;
  • Traumática – causada por quedas ou acidentes;
  • Patológica – relacionada a doenças e tumores;
  • Ou após algum procedimento cirúrgico na coluna.

As causas mais frequentes são a displásica, ístmica e degenerativa. Entre os fatores de risco dos tipos mais comuns, o esforço em manter o corpo ereto e estável nos idosos e doenças degenerativas é um fator importante que pode causar fragilização das ligações vertebrais.

No tipo ístmica, os esportes de contato e exercícios físicos intensos podem causar lesões, traumas e desgaste intervertebral pela repetição. Entre esses esportes, podemos destacar o levantamento de peso, ginástica olímpica e mergulho.

Sintomas

Normalmente não apresenta sintomas. Queixas de dor e desconforto em intensidade leve e moderada são mais frequentes na progressão do deslocamento.

Sintomas como emagrecimento, fraqueza ou sensibilidade nos membros são menos comuns. Em geral os pacientes podem apresentar:

  • Dor lombar;
  • Dor ao ficar em pé, aliviada quando em repouso;
  • Dor ciática;
  • Formigamento;
  • Encurtamento muscular;
  • Fraqueza;
  • Dor ao caminhar.

Tratamento e Cuidados

O tratamento dos pacientes depende da causa, qual o nível de deslocamento e o quadro neurológico apresentado. Os medicamentos mais utilizados são os analgésicos e anti-inflamatórios, nos casos associados à dor lombar é possível usar bloqueios para o alívio da dor.

Em alguns casos, práticas fisioterápicas, sessões de pilates e acupuntura podem integrar o tratamento. Atividades físicas podem ser planejadas e direcionadas para determinados pacientes. Quando o deslocamento é acentuado ou causa dor intensa, a cirurgia é o recurso mais adequado.

Poderá ainda compor o tratamento mudança no estilo de vida, restrição de atividades esportivas e o uso de órtese.

Diagnóstico e Prevenção

Dores lombares contínuas merecem atenção e o diagnóstico pode ser feito por exames de radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Os medicamentos atuam na melhora dos sintomas da espondilolistese e não na prevenção do problema. Aos primeiros sinais dos sintomas um especialista deve ser procurado.

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Síndrome do ombro congelado: sintomas, causas e tratamentos

Síndrome do ombro congelado: sintomas, causas e tratamentos

A capsulite adesiva, também conhecida como síndrome do ombro congelado, é uma inflamação na articulação que causa dor intensa e rigidez, dificultando o movimento dos braços como se o ombro estivesse congelado.

Existem dois tipos de capsulite adesiva, a primária que está ligada a traumas ou pancadas apresentando dor leve, e a secundária, onde a dor é mais intensa restringindo os movimentos. Em ambos os casos, a perda dos movimentos ocorre gradualmente.

Interessante destacar que a incidência do problema ocorre sobre o ombro não dominante. A incidência bilateral é incomum. Ou seja, em uma pessoa destra o problema atinge o lado esquerdo, da mesma forma, se a pessoa é canhota o lado direito é afetado.

A capsulite adesiva pode ainda ser dividida em três fases:

Fase inicial aguda – ou fase inflamatória onde a dor começa leve e aumenta com o passar dos dias. Pode durar até 9 meses.

Segunda fase – nesta fase a dor diminui e a limitação de movimentos aumenta, apresentando perda da rotação.

Fase de resolução – conhecida como fase do descongelamento, a dor diminui e ocorre o retorno gradual dos movimentos.  

Sinais e sintomas da Síndrome do Ombro Congelado

Dor difusa e dificuldade de movimento são os sinais que indicam este problema, a piora destes sinais provocam grande limitação e interfere na execução de atividades diárias.

Algumas doenças também causam os mesmos sinais e podem ser confundidas com a capsulite adesiva. Entre elas estão a tendinite, artrite, hemiplegia e mal de Parkinson.

Causas e fatores de risco

A capsulite adesiva não possui uma causa específica, entre as causas mais comuns estão o traumatismo, a cirurgia ou algumas doenças como a diabetes, problemas na tireoide ou infarto. Também há uma relação com mulheres com mais de 40 anos que passaram por algum trauma na região.

Alguns fatores de risco tem ocasionado o desenvolvimento do problema, entre eles:

  • Diabetes;
  • Doenças da tireoide;
  • Hérnia de disco cervical;
  • Traumas;
  • Exercícios físicos de alto impacto.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por um médico especialista, com base em relatos históricos do paciente e exames clínicos e auxiliares.

O exame clínico é o início do diagnóstico. Outros exames também são solicitados, como radiografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada, na tentativa de aprofundar o diagnóstico e excluir algumas patologias com sintomas semelhantes.

Tratamento

O tratamento é feito com sessões de fisioterapia e medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e infiltração de esteroides, com uma duração média de 8 a 12 meses para diminuir o desconforto dos pacientes. Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia corretiva como a artroscopia para normalizar os movimentos.

A Fisioterapia utiliza ultrassom e outros equipamentos que podem diminuir a dor e o desconforto. Podem ainda utilizar técnicas de mobilização e exercícios de alongamento com aplicação de bolsa de água quente e gelo. A recuperação atua no sentido de devolver a mobilidade articular.

Os pacientes que sofrem com a síndrome do ombro congelado devem procurar o médico para devolver a capacidade de movimentação e articulação determinando a causa do problema e evitando novas ocorrências.

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Fibromialgia: como o ortopedista atua no tratamento da doença

Fibromialgia: como o ortopedista atua no tratamento da doença

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, a fibromialgia é uma síndrome relativamente comum, afetando cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil. Embora as causas específicas da doença ainda sejam desconhecidas, o acompanhamento com o ortopedista é essencial para melhorar a saúde e a qualidade de vida do paciente. Saiba mais sobre a fibromialgia no nosso artigo.

O que é fibromialgia?

A fibromialgia é um transtorno de dor crônica que pode acometer várias partes do corpo simultaneamente e, infelizmente, ainda não tem cura. É comum que o paciente perceba uma sensibilidade maior em articulações, músculos, tendões e outras partes moles do corpo. As crises de dor também podem vir acompanhadas de outros sintomas, como sonolência excessiva ou insônia, depressão, ansiedade e dores de cabeça.

Por mais que as causas específicas da doença não sejam totalmente claras, estudos apontam que a genética é um fator de risco, assim como infecções provocadas por vírus e doenças autoimunes.

Outro dado interessante é que cerca de 70% dos pacientes acometidos por fibromialgia são mulheres, embora a relação entre a doença e o sexo feminino também seja obscura.

O papel do ortopedista no tratamento de fibromialgia

A importância do acompanhamento com o ortopedista para pacientes com fibromialgia começa pelo diagnóstico. Não há nenhum exame laboratorial ou de imagem que possa identificar com eficiência essa doença.

Por isso, o médico especialista fará uma análise dos sintomas relatados e, a partir do exame clínico, poderá fazer o diagnóstico para dar início ao tratamento. Assim, nesse processo de identificar o quadro, o médico solicita exames para eliminar as possibilidades de outras doenças.

O tratamento para amenizar as dores e os outros sintomas da fibromialgia é interdisciplinar, ou seja, envolve diferentes áreas. Normalmente, o ortopedista começa prescrevendo sessões de fisioterapia, para que o paciente possa movimentar os músculos e as articulações corretamente, diminuindo as dores e evitando o comprometimento dos movimentos.

Também é possível que o especialista recomende a realização de exercícios físicos (desde que o paciente não tenha nenhuma outra limitação para isso). Nesse caso, devem ser observadas as orientações do médico e também do educador físico. Caminhada, hidroginástica e natação estão entre as atividades mais benéficas para quem sofre de fibromialgia.

Outro ponto importante do acompanhamento com o ortopedista é o fato de que ele pode receitar medicamentos para reduzir as dores. Primeiramente, são prescritos analgésicos, mas caso eles não façam o efeito desejado, o médico pode tentar até o tratamento com antidepressivos que atuem sobre o Sistema Nervoso Central e, portanto, possam trazer o alívio dos sintomas.

É fundamental que, após o diagnóstico e o início do tratamento, o paciente com fibromialgia continue se consultando com o ortopedista. Assim, ele pode avaliar se as alternativas de tratamento estão sendo eficientes e, caso não estejam, o que pode ser alterado para proporcionar mais saúde e qualidade de vida a ele.

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Quando a dor na perna pode indicar problemas de coluna

Quando a dor na perna pode indicar problemas de coluna

Aquela sensação de dor e cansaço nas pernas após uma caminhada, corrida ou até mesmo um longo dia em pé pode ser normal. Nesse caso, deitar para alongar e fazer uma massagem já são medidas suficientes para proporcionar alívio e relaxamento. No entanto, algumas vezes a dor na perna pode ser indicativo de problema na coluna, que merece mais atenção e tratamento adequado.

Neste artigo, mostraremos quando essa dor merece a sua atenção. Confira!

Quando a dor na perna é um sinal de alerta

É muito importante aprender a identificar as dores e a diferenciar um mal-estar comum de um indicativo de problema mais grave.

No caso das pernas, fique atento se você perceber uma dor que se manifesta em forma de fisgadas, mais ou menos intensas, que parecem acompanhar toda a extensão dos nervos até chegar aos pés. Esse é o tipo de dor que pode sinalizar uma doença na coluna.

Aliás, é normal que os sintomas de um problema lombar irradiem para as pernas.

Existem outros tipos de dores nas pernas que também remetem à coluna. Um exemplo é quando a dor começa no fundo das costas, descendo para os glúteos e chegando até as coxas. Nesse caso, pode haver também uma sensação de fraqueza e formigamento.

Esses sintomas podem ser aliviados momentaneamente com repouso e uma compressa de água morna no local da dor por pelo menos 20 minutos. Mas é claro que procurar um especialista é fundamental para investigar a origem desses sinais.

Dor na perna x hérnia de disco

A dor nas pernas também pode indicar um problema bem específico: a hérnia de disco. A doença se caracteriza por um deslocamento de um disco da coluna vertebral, que acaba comprimindo as raízes nervosas.

Um dos sintomas mais comuns da hérnia de disco é justamente a dor nas pernas, mais especificamente na região do nervo ciático, ou seja, entre o final da coluna e o joelho. Quem sofre com esse problema costuma sentir uma dor aguda que começa nas costas e desce para as pernas, podendo chegar até os pés.

Nesse caso, o médico prescreverá uma medicação específica e, dependo da progressão dos sintomas, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.

Na gravidez

Durante o período gestacional, conforme o bebê cresce dentro do útero materno e a mãe ganha peso, o nervo ciático acaba sendo comprimido, assim como a veia cava inferior. Isso também provoca dor e inchaço nas pernas, mas, nessas circunstâncias, é um sintoma bastante normal. O importante é encontrar formas de aliviar a dor e se sentir mais confortável. Deitar de barriga para cima mantendo os joelhos dobrados pode funcionar muito bem!

As pernas são membros essenciais para sustentar o corpo, possibilitar movimento e, assim, garantir a execução de nossas atividades diárias. Mas elas também servem como um termômetro para saber como está a saúde da coluna e do organismo como um todo.

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Importância da postura para evitar dores na coluna

Importância da postura para evitar dores na coluna

A coluna é responsável por sustentar o nosso peso. Bastante flexível, ela também está ligada à capacidade de movimentação do corpo. Devido a sua importância para a estrutura corporal, não é difícil imaginar que alguns cuidados são necessários para mantê-la saudável.

Contudo, a Organização Mundial de Saúde aponta que 8 em cada 10 pessoas sofrem com dores nas costas. No Brasil, esta é uma das maiores causas para afastamento do trabalho. O que muito se negligencia nesses casos é o impacto da má postura na coluna vertebral.

Dentre os riscos causados por essa inadequação, estão males graves como a hérnia de disco. Outros desvios comuns são a escoliose e a lombalgia. Em grande medida são problemas que refletem a forma como nos posicionamos em atividades do nosso cotidiano.

Seja no trabalho, dirigindo o carro, ou estudando em uma sala de aula, as lesões e os males causados podem ainda se estender para as regiões de pescoço, ombros e quadril. Entenda, neste artigo, a importância da boa postura para evitar dores na coluna.

Função da coluna

A coluna, ou espinha dorsal, é uma estrutura óssea formada por vértebras e que está ligada à medula espinhal. Grosso modo, é o que sustenta nossa cabeça e nosso corpo, proporcionando força e equilíbrio ao sistema.

Os desvios de curvatura e o deslocamento dos discos entre as vértebras constituem seus principais problemas. Embora as dores sejam muito comuns, a boa notícia é que nem sempre elas são o reflexo de condições graves. Podendo, na maioria das vezes, ser corrigidas com medidas simples.

Como a postura evita as dores

São frequentes as atividades em que o profissional precisa manter a mesma posição por um longo período. É o caso, por exemplo, das pessoas que trabalham majoritariamente sentadas.

Sabe-se que alguns auxílios ao posicionamento correto podem ser oferecidos por itens ergonômicos, como cadeiras e material de informática. É claro que o indivíduo também precisará fazer a sua parte para evitar as lesões.

Se esse é o seu caso, sempre sente-se alinhando quadris e ombros, mantendo os dois pés apoiados no chão. A posição muito comum entre os jovens de “escorregar” no assento é proibitiva.

Ao trabalhar em computadores, garanta que o monitor esteja sempre à altura dos olhos. Mesa e periféricos, como mouse e teclado, devem estar à altura dos cotovelos para reduzir o estresse causado nos ombros e punhos.

Ao andar e manter-se de pé, é possível tomar alguns cuidados. A barriga não deve projetar-se para fora, já que essa posição força a região lombar. A coluna e o pescoço devem ser mantidos retos. Ao dirigir, é igualmente importante manter um apoio total à coluna. Alinhe sempre banco e encosto para proporcionar uma posição aproximada de 90 graus para o corpo.

Ao dormir, os cuidados não são menos importantes. Deitar-se de lado ou de costas é o mais indicado, sendo o chamado decúbito ventral pouco aconselhável. O que pode melhorar a situação de quem dorme de bruços é a colocação de um travesseiro sob o estômago. Isso serve para alinhar a coluna. Já os travesseiros muito altos sob a cabeça são um risco a se evitar.

Tudo isso dito, lembre-se de que exercícios físicos regulares são recomendados para fortalecer a musculatura dorsal e prevenir maiores problemas. Para os idosos, um acompanhamento profissional é sempre o mais adequado.

Ter o cuidado de manter uma boa postura evita as dores mais comuns sentidas na coluna. esses cuidados aliados à prática de exercícios físicos regulares diminui consideravelmente o risco de problemas futuros. No entanto, se os desconfortos já se instalaram, o acompanhamento de um fisioterapeuta é recomendado.

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Fraturas: como devo proceder nos primeiros socorros?

Fraturas: como devo proceder nos primeiros socorros?

O esqueleto humano é a estrutura responsável por toda a sustentação do corpo, assim como pela proteção dos órgãos internos. No entanto, essa estrutura pode sofrer com as fraturas, que ocorrem quando há um rompimento ou quebra dos ossos.

Nesses casos, quando há a fratura, é importante que alguns cuidados sejam realizados nos primeiros socorros, visando evitar que lesão se agrave ou gere problemas ainda maiores.

Então, confira a seguir os passos mais importantes dos primeiros socorros em casos de fraturas. Boa leitura!

Deixar a área da fratura livre de pressões

É importante que a área que sofreu a fratura não sofra complicações ainda maiores, deixando a região completamente livre e exposta. Dessa forma, caso a pessoa ferida esteja com roupas que pressionem a lesão, elas deve ser retiradas ou mesmo cortadas para que haja um alívio da pressão no local.

Mantenha o membro fraturado imóvel

Um dos cuidados mais importantes nos primeiros socorros é jamais movimentar o local fraturado, que deve ser mantido completamente imóvel. Isso é importante pois a movimentação do osso poderia causar outros problemas como sangramentos ou cortes causados por ele ou por seus fragmentos.

Não tente jamais reposicionar o osso fraturado

É fundamental que nos primeiros socorros, não se tente, em hipótese alguma, realizar o reposicionamento do osso fraturado. Assim como é importante manter o osso fraturado imóvel, é preciso evitar que haja complicações como cortes, ferimentos ou sangramentos causados pela movimentação dos ossos.

Em casos de fratura exposta, cubra o ferimento

A fratura exposta se caracteriza pelo rompimento da pele pelo osso fraturado, fazendo com que este fique exposto para o lado de fora do corpo. Nesses casos, é importante que se cubra o ferimento com gaze ou com um pano limpo, evitando assim que aconteçam complicações como hemorragia ou infecções causadas pela introdução de bactérias no local da fratura.

Informe-se sobre possíveis alergias a medicamentos da pessoa ferida

É importante saber as principais informações sobre a pessoa ferida, em especial possíveis alergias a medicamentos. Assim, será possível informar corretamente aos médicos responsáveis posteriormente sobre tais alergias. Em alguns casos, quando o socorro é demorado, pode-se oferecer algum medicamento para amenizar a dor da fratura até que chegue o socorro apropriado.

Chame a ambulância ou leve o ferido até o hospital mais próximo

Após os primeiros cuidados prestados para a pessoa que sofre com a fratura, é fundamental que se garanta o atendimento médico especializado. Assim, após realizar os primeiros procedimentos para evitar complicações, chame uma ambulância ou transporte a pessoa ferida até o hospital mais próximo. Nesse transporte, é importante que o membro fraturado fique imóvel e elevado, para que não haja hemorragia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em Belo Horizonte!

 

Posted by Núcleo de Saúde Integrativa in Todos