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Síndrome do ombro congelado: sintomas, causas e tratamentos

A capsulite adesiva, também conhecida como síndrome do ombro congelado, é uma inflamação na articulação que causa dor intensa e rigidez, dificultando o movimento dos braços como se o ombro estivesse congelado.

Existem dois tipos de capsulite adesiva, a primária que está ligada a traumas ou pancadas apresentando dor leve, e a secundária, onde a dor é mais intensa restringindo os movimentos. Em ambos os casos, a perda dos movimentos ocorre gradualmente.

Interessante destacar que a incidência do problema ocorre sobre o ombro não dominante. A incidência bilateral é incomum. Ou seja, em uma pessoa destra o problema atinge o lado esquerdo, da mesma forma, se a pessoa é canhota o lado direito é afetado.

A capsulite adesiva pode ainda ser dividida em três fases:

Fase inicial aguda – ou fase inflamatória onde a dor começa leve e aumenta com o passar dos dias. Pode durar até 9 meses.

Segunda fase – nesta fase a dor diminui e a limitação de movimentos aumenta, apresentando perda da rotação.

Fase de resolução – conhecida como fase do descongelamento, a dor diminui e ocorre o retorno gradual dos movimentos.  

Sinais e sintomas da Síndrome do Ombro Congelado

Dor difusa e dificuldade de movimento são os sinais que indicam este problema, a piora destes sinais provocam grande limitação e interfere na execução de atividades diárias.

Algumas doenças também causam os mesmos sinais e podem ser confundidas com a capsulite adesiva. Entre elas estão a tendinite, artrite, hemiplegia e mal de Parkinson.

Causas e fatores de risco

A capsulite adesiva não possui uma causa específica, entre as causas mais comuns estão o traumatismo, a cirurgia ou algumas doenças como a diabetes, problemas na tireoide ou infarto. Também há uma relação com mulheres com mais de 40 anos que passaram por algum trauma na região.

Alguns fatores de risco tem ocasionado o desenvolvimento do problema, entre eles:

  • Diabetes;
  • Doenças da tireoide;
  • Hérnia de disco cervical;
  • Traumas;
  • Exercícios físicos de alto impacto.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por um médico especialista, com base em relatos históricos do paciente e exames clínicos e auxiliares.

O exame clínico é o início do diagnóstico. Outros exames também são solicitados, como radiografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada, na tentativa de aprofundar o diagnóstico e excluir algumas patologias com sintomas semelhantes.

Tratamento

O tratamento é feito com sessões de fisioterapia e medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e infiltração de esteroides, com uma duração média de 8 a 12 meses para diminuir o desconforto dos pacientes. Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia corretiva como a artroscopia para normalizar os movimentos.

A Fisioterapia utiliza ultrassom e outros equipamentos que podem diminuir a dor e o desconforto. Podem ainda utilizar técnicas de mobilização e exercícios de alongamento com aplicação de bolsa de água quente e gelo. A recuperação atua no sentido de devolver a mobilidade articular.

Os pacientes que sofrem com a síndrome do ombro congelado devem procurar o médico para devolver a capacidade de movimentação e articulação determinando a causa do problema e evitando novas ocorrências.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em Belo Horizonte!

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